Nascido em 1842 e morto em 1910, o norte-americano William James notabilizou-se pela diversidade de interesses. Era fluente em francês e alemão. Tinha inclinação artística, mas decidiu dedicar-se à ciência. Formou-se em medicina, mas só atuou como professor de fisiologia e anatomia. Estudou teologia. Lecionou e escreveu livros sobre psicologia e filosofia. Participou de uma expedição científica no Rio Amazonas.
Interessei-me por ele ao ver um pensamento seu citado no livro "Mito e Corpo", de Stanley Keleman. Disse James que que há pessoas que nascem uma vez e pessoas que nascem duas vezes. Aquelas que nascem uma única vez podem ser muito boas, todavia são pessoas muito pouco interessantes. As que nascem duas vezes é que realmente compreendem alguma coisa e se reconstroem a si mesmas, partindo do chão para um ponto maior.
Acredito na reencarnação, na inevitabilidade do retorno da alma em outros corpos, mas de fato é importante também renascer no mesmo corpo, mental, intelectual, espiritual e culturalmente.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
Por que Palocci não fica indignado
O homem médio inocente, quando acusado injustamente, se indigna. Manter-se sereno nessa situação é para poucos, como Sócrates, que aceitou beber a cicuta e morrer, mesmo intimamente convencido de que nenhum mal fizera, de que sua vida fora dedicada a despertar os atenienses para a consciência da própria ignorância.
O homem médio acusado que tenta demonstrar serenidade, como Palocci, com isso revela sua culpa, porque, não sendo inocente, não consegue se indignar. São assim os homens públicos brasileiros.
O homem médio acusado que tenta demonstrar serenidade, como Palocci, com isso revela sua culpa, porque, não sendo inocente, não consegue se indignar. São assim os homens públicos brasileiros.
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