Rabindranath Tagore escreveu, no poema 30 de O Jardineiro:
"És a nuvem do entardecer flutuando no céu dos meus sonhos,
e os meus anseios de amor te pintam com as mais variadas formas e cores.
Tu me pertences, minha amada,
e vives em meus sonhos infinitos."
Pablo Neruda fez uma paráfrase desses versos, no poema 30 de Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada:
"No meu céu, ao crespúsculo, és igual a uma nuvem,
e tua cor e forma são como eu as disponho.
És minha, muito minha, mulher de lábios doces,
e vivem na tua vida meus infinitos sonhos."
Ambos amam e sonham infinitamente, mas a diferença está em como cada um expressa a relação entre a vida da amada e dos seus sonhos. Vale a pena ler e comparar a criação poética desses dois artistas geniais.
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